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Fátima Trinchão
Poesias, Contos, Crônicas
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ROMARIA

Naquele sol ardente, escaldante,
Caminha o romeiro.
À mão traz um mocó, com farinha, rapadura,
Moringa com água fresca,pimenta de cheiro,
Uma muda de roupa, trocados, pouco dinheiro;

Na outra mão, traz consigo um cajado, um bastão,
Que lhe auxilia na longa caminhada. O romeiro vai,
Vai cumprir sua promessa, desfiando as contas do terço,
chapéu de palha, a protegê-lo do calor, nem uma pedra

Nem um tropeço impede-lhe a romaria, não vai só
Outros consigo seguem, e entre rezas e ladainhas
Arrastam-se lentamente, entre milagres e pedras,
A cumprirem suas promessas, em direção a Maria.

O sol caustica e alumia esta longa caminhada,
nesta jornada , muitos e muitos as fileiras engrossam,
Grande procissão se faz, e assim se anunciam,
E já muitos e são tantos, que aceitaram a empreitada.

Debaixo de sol e chuva, debaixo de chuva e sol,
Dos mais longínquos rincões, vieram em romaria,
Trazendo o pó da estrada, e a fé que nada abala,
Vieram em romaria,
Vieram
Louvando a Maria,
Esplendor, farol e guia.














 
Fátima Trinchão
Enviado por Fátima Trinchão em 25/02/2011
Alterado em 18/12/2017
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