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Fátima Trinchão
Poesias, Contos, Crônicas
Textos

 

 CONJURAÇÃO  BAIANA


Na Bahia ladeiras e becos, ruas estreitas, ruelas,

na Bahia, nativos e reinóis, damas, nobres e o povo,

na Bahia, revoltas, caminhos, passos,

promessas e procissões,

na Bahia, Búzios e Malés, revoltas, fugas,

revoluções.

A Bahia velha cidade,

Bahia cidade velha,

Bahia, bela cidade,

amá-la para entendê-la.

E no largo da Piedade,

quem clamou por igualdade,

entre ruflos e apupos,

sem ter pejo, nem triunfo,

no cadafalso odioso, sem trunfo,

dá adeus a ela.

Que venha pr'essa cidade,

toda e total igualdade,

a inteira fraternidade,

plena e ampla liberdade.

"A hora já é  chegada,

o tempo feliz,

não tarda!".


Já chega de sermos escravos!
 

E assim clamaram os bravos,

Pediram respeito mútuo,

Respeito assim,

por inteiro,

pretos,pardos,indios, brancos 

todos eles são guerreiros,

todos eles brasileiros,

nobreza, clero e o povo,

semente de um novo mundo

o início de um mundo novo,

Permanecem as aspirações,

de Lucas de Amorim Torres,

permanecem em suas origens

os intuitos

de  Das Virgens,

de mascates, de doutores

Manuel Faustino da Lira;

de soldados, alfaiates,

de mestres e aprendizes,

na lição daquele momento,

João de Deus Nascimento,

dos homens esquartejados,

mormente os seus pecados

tenham sido revelados,

naquelas horas insanas,

para tornar realidade,

naquele contexto obtuso,

o sonho de há muito sonhado:

Viva a República da Bahia!!

Viva sempre quem a ama!

Que hoje, a esses heróis

lembra, honra, e proclama

a grandeza dos seus ideais,

perenizados que foram,

nas lutas e nos embates,

da real capitania,

na Revolta das Argolas,

na Conspiração dos Búzios.

Na Inconfidência Baiana.

 

 

 

 

Fátima Trinchão
Enviado por Fátima Trinchão em 26/08/2011
Alterado em 06/04/2017
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