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Fátima Trinchão
Poesias, Contos, Crônicas
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 EI AMIGO....

 Naquele momento intenso,

burburinho e carros e tudo,

um homem de terno e pasta,

passando pela calçada,

e um homem nela sentado,

lhe chama e estende a

mão:

Ei Amigo, espere um pouco,

um pouco mais talvez,

não te apresses tanto ainda,

caminha mais devagar,

caminha vem ao meu lado

permite que lhe acompanhe

nesse seu bom caminhar,”

e assim falava e estendia,

a mão num gesto de espera,

da resposta que não vinha;

parecia em um segundo,

a eternidade, uma era,

Amigo, não se apresse,

espere, que já lhe alcanço

trabalho na mesma messe,

é duro o seu caminhar,”

e o homem apertou o passo,

e o homem não escutou,

e desapareceu em segundos,

no meio da multidão,

imerso no próprio mundo,

vivendo em solidão,

brigando sempre consigo,

o homem que se fez surdo,

ao chamado de um amigo.

Naquele momento intenso,

burburinho e carros e tudo,

um homem caminha hirsuto,

um homem de terno e pasta,

passando pela calçada,

imerso no próprio mundo,

pagando um forte tributo,

vivendo em solidão,

o homem que se fez surdo,

brigando sempre consigo,

o homem que se fez surdo,

ao ser chamado de amigo!

 

 

Fátima Trinchão
Enviado por Fátima Trinchão em 16/09/2011
Alterado em 06/04/2017
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