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Fátima Trinchão
Poesias, Contos, Crônicas
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O OCASO DE HELENA

Ícaro leva a Apolo mensagem de Helena,
é preciso que Apolo dela tenha clemência,
é preciso que Apolo a ocorra com urgência,
O ocaso do Império de Helena se aproxima.

Helena encontra-se em desespero,
O Senado a condena,
os amigos lhe abandonam,
as mulheres lhe rejeitam,
os anciões lhe maldizem,
todos lhe jogam pedras,
tem pena Apolo de Helena.

Apolo não ouve Ícaro,
sequer permite que se aproxime,
Apolo manda seus raios,
impiedoso,
por sob as asas de Ícaro,
Ícaro voou sem asas, caiu,
no império maldito de Helena.

Nos campos de Helena crescem as ervas que ferem o trigo,
o pão não frequenta mais,as mesas dos servos de Helena,
o vinho já se acabou,
a terra cansou,
com destino tão fero,
não sorriem mais seus servos.


Dançarinas ? não há mais,
Lutadores ? para quem ?
Helena caminha só,
nos salões do seu palácio
ouvindo sons dos seus passos
chorando tempos de agora,
essa Helena não parece
a Helena de outrora.

Apolo castiga indiferente,
o império de Helena,
já não jorra mel e leite,
nos rios do império de Helena,
há fel, tristeza e pesar.

As ruas estão vazias,
comércio não há,
nem dinheiro,
Não há frutas, não há vinho, nem cantar de passarinhos...

Apolo castiga indiferente,
Apolo seja clemente,
tem pena Apolo,
tem pena
da pobre Helena
de Atenas.



 
Fátima Trinchão
Enviado por Fátima Trinchão em 05/09/2014


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