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Fátima Trinchão
Poesias, Contos, Crônicas
Textos

O RELÓGIO

A areia fina da ampulheta escorre
por entre os vãos, lá fora.
E o porvir, está mais próximo do que distante.
O grande e extremo segredo, é o agora!

Olho o relógio e o seu pêndulo
Marcando as horas e os segundos
Num ritmo grave e lento,
Num processo diuturno,
Prolongado e ponderado,
Atento e cadenciado ,
Duradouro e permanente,
Enquanto somos presentes.
Clepsidras bem-dispostas,
Num salão hirto e frio,
A escutar, pacientes,
O causídico e seu discurso,
Em defender veemente,
O réu que se quer inocente!
Em tão breve-longa jornada,
O relógio e o seu pêndulo
A marcar intenso, inclemente,
Ativo e acelerado,
Nossos segundos e horas,
Em momentos de paz suprema,
Suprema felicidade,
Que em êxtase, miragem,
Rogamos-lhe humildemente,
Pedindo-lhe que parasse!

Mas os ponteiros
(Ignorando o meu grito),
Avançam, incomplacentes,
solenes, graves, bonitos,
num ritmo cadenciado
rumando ao Infinito. 

Tic tac, tic tac, tic tac.



 
Fátima Trinchão
Enviado por Fátima Trinchão em 15/10/2017
Alterado em 25/11/2017
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